NR12 - Prevenção de Acidentes Homem/Máquina

A minha máquina é segura? NR12 e Outras Normas de Segurança

Existem dois temas que estão na boca dos profissionais de automação atualmente, um deles é a indústria 4.0 e o outro é a segurança em máquinas. Para nós profissionais que sempre buscamos estarmos atualizados com essas novas tecnologias disponíveis no mercado, é muito importante saber onde e como buscar estas informações e é exatamente isso que eu venho trazer neste texto.

A minha máquina é segura?

Vamos imaginar o seguinte, para medir temperatura, nós temos o termômetro, para medir o tempo, nós temos os relógios; mas e para medir a segurança de nossas máquinas? Nós temos normas e empresas destinadas a certificar aplicações baseadas nessas normas. Mas, que normas são essas? Do ponto de vista internacional, nós temos a SIL (Nível de integridade da segurança ou do inglês, Safety Integrity Level) baseada na norma EN 62061 e temos também a PL (nível de desempenho ou do inglês, Performance Level) baseada na norma EN ISO 13849-1, além disso, ainda temos também as empresas que certificam que produtos para serem comercializados como sendo de segurança, como é o caso da TÜV Rheiland. Mas, e no Brasil? No Brasil, nós temos as normas regulamentadoras ou popularmente como são conhecidas, as NR’s, que regem as boas práticas em segurança do trabalho do ponto de vista de segurança em máquinas, nós temos a número 12 ou como também conhecida, a NR12.

Como esse monte de normas, qual eu devo utilizar?

De fato existem muitas normas e detalhes a serem abordados em segurança de máquinas e apenas um consultor técnico após ter analisado a sua máquina poderá lhe fornecer uma informação com exatidão, é como quando adoecemos, geralmente apelamos para um xarope caseiro, mas sempre o tratamento mais exato será fruto de um diagnóstico de um médico competente. Mas, para não ser chato, eu lhe dar o “xarope”, ou seja, algumas informações básicas para que possamos nos orientar neste grande mundo de segurança em máquinas, vamos lá:

  • SIL é mais voltada para o ponto de vista lógico, ou seja, aplicações com segurança elétrica, eletrônica e/ou programável;
  • PL é mais voltada para tipos de segurança em termos de estrutura, pode ser aplicada a soluções de segurança elétrica, mecânica, pneumática e hidráulica;
  • NR12 é usada geralmente do ponto de vista do usuário, do ambiente onde está inserido e no transporte também.

A grosso modo, podemos concluir que as normas internacionais enxergam o funcionamento da máquina para proteger o usuário e as normas regulamentadoras visam evitar acidentes informando como as máquinas devem operar para determinadas aplicações e processos.

Mas, lembrem-se que nenhum texto ou artigo substituem uma consultoria com um especialista em segurança!

Como alcançar as categorias mais altas de segurança?

As categorias mais altas de segurança estão reservadas para aplicações baseadas em controladores lógico programáveis (Programmable Logic Controller ou PLC) trabalhando com protocolos de segurança, sendo que os mais conhecidos atualmente são o ProfiSafe e o CIP Safety, ambos ganhando cada vez mais mercado no Brasil.

Porém, é válido ressaltar que não adianta investir apenas em um PLC de segurança, é preciso investir na aplicação inteira, pois o que define a categoria de segurança de uma máquina é a menor categoria e não a maior, vamos pensar em uma corrente, ela arrebenta no elo mais forte ou no mais fraco? Sempre no mais fraco.

Segurança X Custo

Toda esta segurança adicional para máquinas tem um custo e este custo geralmente não é pequeno, tanto do ponto de vista de produtos quanto do ponto de vista de engenharia, porém vamos lembrar que a vida é o bem mais valioso da humanidade, por isso o custo para se proteger uma vida geralmente é alto, quem dirá proteger várias? Existem aplicações e produtos, por exemplo, que demoram mais tempo para serem aprovados do que desenvolvidos, devido aos numerosos testes e inspeções as quais são submetidos.

Portanto a minha dica para você é, procure consultores e empresas sérias e competentes na área de segurança, invista com sabedoria dependendo do grau de perigo de seu processo e participe de congressos/palestras sobre este assunto que já é tendência no Brasil! Nos vemos em meu próximo texto e se você tem alguma dúvida entre em contato com nossa engenharia de aplicação, estamos a disposição!

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