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Indústria 4.0 – Nós estamos preparados?

Será que nós estamos preparados para a 4ª Revolução Industrial? Como eu disse nos artigos anteriores, a motivação é muito clara. Até a década de 80 a indústria tinha mais tecnologia. Agora nosso celular tem mais tecnologia que a indústria. No segundo artigo falei o que é a I4.0 e como/porque foi criada. No artigo de hoje vou apresentar um pouco do histórico e mostrar o quanto o Brasil e o mundo estão preparados para essa revolução.

 

Mas por que chamar de Indústria 4.0? 

No segundo artigo mostrei que o conceito da I4.0 foi formulado por políticos. E como não podia deixar de ser, fizeram um nome para ser “marketeado”, um nome que fizesse alusão a grandes acontecimentos do passado… e por que não associar a Revolução Industrial?

A Revolução Industrial, ou como começamos a chamar, a Primeira Revolução Industrial, mudou o cotidiano da humanidade. Facilitou a urbanização, transformou o trabalho manual em trabalho de máquinas (mecanizou a produção) e contribuiu para o crescimento exponencial da riqueza mundial.

A primeira revolução industrial aconteceu a partir de 1760, e principalmente na Inglaterra. Foi muito impulsionada pela máquina a Vapor e usada principalmente na indústria de tecelagem e nos transportes (Trens).

A Segunda Revolução Industrial

A segunda revolução industrial, dependo do historiador é de 1860 a 1940, envolve diversas tecnologias, como a indústria química, elétrica, petróleo, nuclear e até aeronáutica… Para o nosso propósito, essa revolução trouxe o motor elétrico e através da linha de montagem criou a produção em massa.  Historicamente, a segunda revolução industrial é apenas uma sequencia da primeira, mas como eu disse antes, os políticos alemães precisavam “marketear”…

Muitos acreditam que a linha de montagem foi concebida na Ford, mas a Swift (empresa de segmento de carnes) já havia implantado esse modelo um pouco antes. Na Swift um porco ou boi entrava na linha (um varal em que o animal era pendurado) e cada operador era especializado em retirar uma peça (de carne). Então o animal entrava na linha inteiro, saiam os pedaços pelos operadores e ao final da linha o animal estava desmontado. A grande sacada do Ford foi inverter esse processo. As peças entravam através dos operadores e ao final da linha, o corro estava mondado.

A Terceira Revolução Industrial

E chegamos aos dias de hoje. A Terceira revolução começou nos anos 60-70 e estamos nela. Os principais equipamentos da terceira revolução industrial são o CLP (computador usado na indústria) e o Robô. O primeiro CLP produzido foi da Modicom para a GM.

A terceira revolução industrial, também chamada de revolução digital traz a flexibilidade dos softwares para o chão de fábrica. Esse benefício fez o investimento necessário em automação ser muito menor no longo prazo.

Como está a indústria brasileira?

Muitos brasileiros tem a síndrome de vira-lata que as coisas aqui são piores que em outros lugares, mas isso não acontece na indústria. A VW no Brasil possui a mesma tecnologia da VW na Alemanha ou na China. Talvez tenhamos um pouco de diferença cultural, mas as máquinas disponíveis são as mesmas. E isto se repete com as maiores empresas brasileiras. A Vale, outro exemplo, tem a mesma tecnologia que seus concorrentes mundiais e por aí vai.

Ethernet Industrial, que é um grande pré-requisito para implementar a I4.0 é amplamente usada nos novos projetos. Usamos os melhores e mais novos CLPs desenvolvidos e lançados no mundo. Nossas normas são harmonizadas com as principais normas do mundo.

Por isso, estamos tão bem preparado quanto o resto do mundo. A dificuldade que teremos, o resto do mundo também terá.

Mas como o resto do mundo, a produção ainda é em massa, ou seja, precisamos produzir mais para reduzir os custos de produção. Produzimos mil carros pretos para reduzir o custo, produzimos um milhão de cadeiras iguais para reduzir o custo do insumo, produzimos um bilhão de canetas idênticas para poder reduzir um pouco da tinta e reduzir o custo.

Como ela vai ficar em pouco tempo?

Os consumidores exigirão das empresas produtos mais customizados. Por exemplo: Compramos tênis com tamanhos padronizados: 36, 37, 38, 39. Você já experimentou um tênis que o 37 é pequeno, mas o 38 é grande? Ou melhor. Será que os pés só variam de comprimento, não variam com largura ou altura? Em pouco tempo, os consumidores exigirão tênis que se encaixem exatamente em seus pés. E a indústria, que precisa tanto de produção em massa, vai passar por um dilema.

Os empresários exigirão uma maior transparência sobre qual máquina está produzindo, qual está parada, porque está parada, etc. Precisaremos de muito mais status e diagnósticos nas máquinas. Precisaremos resolver os problemas muito mais rápido. Precisaremos ser muito mais treinados.

Talvez nós que vendemos equipamentos, nem possamos mais fazer isso. Talvez tenhamos que alugar e sermos os responsáveis por operação e manutenção… Mas isso é assunto para o próximo artigo.

Se você gostou até aqui, não perca o próximo e último artigo da série: Indústria 4.0. Onde apresentarei para vocês quais tecnologias compõe a I4.0 e como a indústria ficará depois disso.

Caso tenha alguma dúvida entre em contato com nossa engenharia de aplicação, estamos a disposição para esclarecermos esse e outros assuntos relacionados a Automação Industrial.

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