Borne

Borne é realmente a melhor solução para os nossos projetos?

Os bornes são muito difundidos em diversas aplicações dentro da indústria, mas a questão é: olhando de uma forma geral para este tipo de aplicação, será que borne é realmente a melhor solução para os nossos projetos?

Antes de escolher optar pela utilização de bornes no projeto, vamos levantar alguns dados:

  • A quantidade de cabos que serão utilizados;
  • A corrente nominal de cada cabo, ou seja, a seção transversal de cada um;
  • O espaço disponível dentro do painel;
  • O prazo de entrega do projeto (deadline).

Mas, por que esses tópicos tão simples e rotineiros na vida de um projetista elétrico são tão importantes assim? Na verdade, o segredo desses dados está em como olhamos para eles, pois geralmente nós usamos estas informações para definir qual borne utilizar e eu estou propondo uma fase de definição de recursos, ou seja, antes de escolher o borne, vamos responder a esta pergunta juntos: “Por que eu vou usar borne neste projeto?”

Exemplo 1

Muitos sinais de controle, pouco espaço no painel e prazo de entrega curto.

Como neste caso, vamos utilizar muitos cabos de baixa corrente e estamos pensando em redução de espaço dentro do painel, uma sugestão seria a utilização de cabos de vias múltiplas, ao invés de cabos individuais e buscar soluções que ocupem menos espaço dentro ou que possam ser dispersos na máquina. Com relação ao prazo de entrega, bornes com parafuso demandam um certo tempo na montagem, portanto seria interessante a utilização de borne mola ou de uma solução “Plug and Play”.

Resumindo, se o seu projeto está em uma situação semelhante a esta, talvez a melhor solução seja usar IOs Remotos ou Interfaces ao invés de bornes. 

Exemplo 2

Poucos sinais de controle, espaço razoável disponível no painel e prazo de entrega confortável. 

Neste caso, seria interessante considerarmos a solução com  bornes, pois existe espaço suficiente disponível no painel, tempo hábil para montar a solução e poucos cabos chegando ao painel. O importante neste caso, é se atentar ao custo do projeto como um todo e em possíveis expansões e/ou retrofitting da máquina. 

Exemplo 3

Poucos cabos de potência, muitos sinais de controle, muito espaço no painel e prazo de entrega curto.

 Talvez este seja o caso mais trabalhoso, mas uma boa opção seria primeiramente separar o sinais de controle dos cabos de potência, pois estamos falando de cabos com seções maiores e aproximá-los poderia gerar problemas com interferência eletromagnética. Mas, como separá-los? Uma sugestão, seria montar os cabos de sinais seguindo com um conceito semelhante ao apresentado no exemplo 1, afim de reduzir o tempo da montagem. Com relação, aos cabos de potência, podemos monta-los em bornes por se tratar de uma quantidade menor e por termos espaço no painel.

O que eu escolho agora? 

É claro que existem muitos outros cenários possíveis, porém é importante analisar em que tipo de situação encontra-se o nosso projeto e estar sempre aberto a novas tecnologias disponíveis no mercado.

Se após ler este texto você identificou que realmente a caixa de bornes é a melhor solução para o seu projeto, eu indico o texto do meu colega Marcelo Barboza que traz algumas boas práticas para o seu projeto. Agora, se você acredita que necessita de uma nova solução de conectividade o meu colega Raphael Calegari apresenta um texto que pode ajudá-lo na busca por novas tecnologias, até porque é sempre bom estarmos atualizados.

Nos encontramos no meu próximo post.

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