PROFIsafe

PROFIsafe e o seu papel no universo de Safety Basics

Hoje, com o avanço da automação e a indústria 4.0, diversas máquinas funcionam em conjunto no chão de fábrica. São elas que fazem toda a “engrenagem” da indústria seguir o seu percurso. Nesse contexto, é imprescindível contar com a tecnologia da segurança, como o PROFIsafe, para proteger os colaboradores e evitar danos nos equipamentos. 

Um grande exemplo disso é o MVK Metal Safety, da Murrelektornik, que possui um sistema de segurança ativa, permitindo padronizar processos modulares industriais através do módulo PROFINET/PROFIsafe

A solução é adequada para aplicações industriais agressivas e garante que dados referentes à proteção sejam transmitidos de forma segura. Além disso, esses módulos robustos para fieldbus contam com entradas e saídas combinadas com um controle de segurança (F-PLC). 

Leia mais sobre sistemas de segurança de máquinas aqui.

O que é um sistema PROFIsafe?

Como vimos acima, a segurança é primordial quando o assunto é automação. Um ambiente de trabalho protegido evita falhas que afetem tanto os trabalhadores quanto as máquinas no chão de fábrica, por isso é necessário falar sobre safety and security. 

No universo Safety Basics, por exemplo, o objetivo desse cuidado é minimizar as possibilidades de erros e assegurar o bom funcionamento dos sistemas de controle. Através dele, é possível detectar falhas, como frames duplicados ou corrompidos, além de perdas, atrasos, sequências incorretas e endereçamento errado de frames.

Podemos dizer que um sistema só é seguro quando ele garante que todos os processos da passagem de informação sejam feitos de maneira correta. 

O PROFIsafe é uma tecnologia de comunicação de segurança voltada para sistemas discretos de fábricas e automatização de processos que atua nesse contexto. Ele é um mecanismo combinado que detecta erros de comunicação de modo a manter os níveis desejáveis de segurança e garante a comunicação desde a origem do sinal até o seu destino, e vice-versa.

Ele tem padrões fáceis de serem aplicados: o mesmo cabo fieldbus usado para a comunicação pode ser usado para a comunicação de segurança, agindo de forma independente. A tecnologia ainda é flexível e econômica, bem como otimiza a fiação e o espaço em gabinetes.

O PROFIsafe pode ser implementado em máquinas de qualquer lugar do mundo, o que contribui para torná-lo o protocolo de comunicação líder de mercado para aplicações relacionadas à segurança! Veja uma demostração do uso da tecnologia aqui

Anatomia do PROFIsafe

Canais negros

Fonte da imagem: Profinet University

Como o PROFIsafe foi criado para ser um canal independente de transmissão de base, a taxa de transmissão e qualquer um dos mecanismos integrados de detecção de erros do protocolo são chamados “canais negros”. 

Ficheiros GSD: F-GSDs

Assim como os ficheiros GSD possuem informações que permitem aos controladores PROFINET estabelecerem comunicação com os dispositivos também PROFINET, os dispositivos PROFIsafe requerem esse mesmo tipo de configuração de comunicação, mas com os controladores de segurança.  

Os ficheiros GSD devem ser protegidos para que também cuidem da integridade da comunicação, justamente por isso são combinados a uma ferramenta especial que calcula um CRC de segurança incorporado a ele. 

Os componentes PROFIsafe também podem ser chamados de componente F (Failsafe), e o GSD pode ser chamado F-GSD.  

Parâmetros F

Quando o controlador de segurança envia parâmetros para os dispositivos, a informação de configuração é transmitida e recebida utilizando os controladores do protocolo. 

Essa configuração dos parâmetros garante o mesmo nível de proteção de dados que os de segurança para I/Os.

Quão seguro é o PROFIsafe?

Essa tecnologia pode suportar até o nível 3 de Integridade de Segurança (SIL 3) IEC 61508, ou Categoria 4, EN 954-1.

Para cumprir os requisitos da SIL 3, a probabilidade de um erro não detectado deve ser < 1 erro por cada 10^(7) horas de operação. A comunicação PROFIsafe permitida para a probabilidade de erro é < 1 erro não detectado para cada 10^(9) horas (um erro não detectado a cada 114.155 anos).

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